sábado, 13 de novembro de 2010
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Rodovia RJ-122, que liga Guapimirim a Cachoeiras de Macacu, terá asfalto ecológico
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Entrevista com Xuxa - Revista Veja, agosto de 1983!!!
O prazer de ser Xuxa(Entrevista publicada em agosto de 1983)
Depois de quatro anos de uma carreira fulminante, ela é uma das pessoas mais conhecidas do país: uma rainha cheia de graça e beleza
Tales Alvarenga
Como Pelé, no futebol, e Roberto Carlos, na canção, Maria da Graça Meneghel, a Xuxa, também é rainha - a rainha dos cliques das máquinas fotográficas e das passarelas. Xuxa irrompeu nesse mundo não há mais de quatro anos, armada de sua graça juvenil e de seu corpo exuberante - e venceu de forma fulminante. Hoje Xuxa ela é dessas raras pessoas imediatamente reconhecidas de norte a sul e de leste a oeste do país - pelas mulheres que se acostumaram a acompanhar a modelo pelas roupas que ela apresenta, pelos homens que tentam enxergar, e às vezes conseguem, além dos modelos exibidos, e até pelas crianças. Xuxa tanto pode ser encontrada na capa de uma revista quanto no cinema, em filmes como Amo Estranho Amor, do diretor Walter Hugo Khouri, ou Fuscão Preto, em que enamora um Volkswagen. Tanto pode ser vista nas páginas de uma revista masculina, nua, como rodeada de crianças, entre os desenhos animados do programa Clube da Criança, da TV Manchete. E, para todas as pessoas que se detêm por um momento diante de uma imagem sua, Xuxa possui ainda mais um atrativo adicional: é a namorada do Pelé.
Loura, de olhos azuis esverdeados (ou verde-azulados, depende da luz), 20 anos, 61 quilos excepcionalmente bem distribuídos por 1,76 m de altura, sempre bronzeada e bem-disposta, Xuxa reina com evidente prazer. Ela gosta do que faz. Como poucas pessoas, pode dizer, sem hesitação, que é feliz. E a “operação Xuxa”, um empreendimento que envolve fotos para revistas, contratos de moda, aparições no cinema e na TV, cresceu de tal forma que nela a estrela precisou engajar, como administradores, toda a família - o pai, capitão do Exército Luiz Meneghel, a mãe Alda e os quatro irmãos. Esse espetacular vôo se iniciou no bairro carioca do Grajaú, onde a modelo continua a residir com a família e, hoje, a leva aos quatro cantos do país. Numa mesma semana, Xuxa é capaz de passar por três, quatro diferentes cidades brasileiras a trabalho. Ela mesmo se surpreende com a extensão do seu império, sobre o qual fala nesta entrevista a VEJA.
VEJA - A Xuxa modelo fotográfico, manequim de passarela, atriz de cinema e namorada do Pelé é agora também apresentadora de televisão. Não é demais para uma Xuxa só?
XUXA - Não sei se vou continuar na TV Manchete. Adoro as crianças, é uma experiência nova, mas estou muito sobrecarregada. Como tenho a semana toda ocupada com desfiles e fotos, gravo num só dia os quadros para os sete dias do Clube da Criança. Chego à TV Manchete às 10 da manhã e os grupos de criança vão-se revezando até as 10 da noite. Só eu fico o tempo todo. A produção troca as crianças sete vezes. Quando saio de lá para um desfile no dia seguinte, estou um bagaço. Então vou pensar e nos próximos dias decido de vou continuar.
VEJA - Mas não é melhor fazer carreira na televisão do que como modelo fotográfico?
XUXA - Não adianta querer correr na frente da carrocinha. Estou no meu tempo de fazer fotografia e quero aproveitar, porque a carreira de modelo tem vida muito curta, mais curta que jogador de futebol. Comecei fotografar aos 16 anos, estou com 20 e devo chegar ao fim da profissão aos 22 ou 23. Se não forçar o ritmo natural, acabo fazendo outras coisas depois. Televisão, por exemplo.
VEJA - Ao lado de Luíza Brunet, você é a modelo mais bem paga do Brasil. Quanto você ganha em fotografias e desfiles?
XUXA - Varia muito de um mês para o outro, mas ganho de 1 a 1,5 milhão de cruzeiros por cada desfile, de 200 000 a 300 000 cruzeiros por foto em revistas de moda e 1,5 milhão por esses posters de moda que existem em lojas.
VEJA - É o dinheiro que faz você vacilar em sacrificar a carreira de modelo para ficar na televisão?
XUXA - Não é o dinheiro. É que está difícil conciliar as duas coisas. As pessoas não sabem, mas a vida de modelo é duríssima. Eu me levanto às 5 da manhã para escovar os cabelos e depois saio para uma sessão de fotos que atravessa o dia. Recentemente, numa viagem a Ouro Preto, tirei 1 500 fotos de moda em dois dias e meio. Para cada cor de roupa é preciso mudar o batom e às vezes até o esmalte. Se vou fotografar de maiô, tenho de molhar o cabelo - e maiô é sempre lançado no inverno para o verão seguinte, assim como a roupa de inverno é lançada no verão. Há dias, fazia um frio danado em São Paulo e eu estava lá, de maiô e cabelo molhado. No verão passado, vesti blusa, pulôver e casacão debaixo de um sol tremendo, em Salvador. Faço também desfiles no Mato Grosso, em Pernambuco, por todo lado. É ótimo mas não é fácil.
VEJA - As manequins tradicionais, sempre muito magras, dizem que você e a Luíza Brunet são inadequadas para a profissão porque têm busto e quadris em excesso. Você acha que seu corpo atrapalha em alguma coisa?
XUXA - Eu tenho o tipo brasileiro. A mulher brasileira nunca foi aquele tipo esbelto. Nós desfilamos para mulheres brasileiras, então temos que ter um pouco de ancas, sim. O Brasil é um país tropical, cheio de frutas. Num país assim, a mulher precisa também ter uma cara de saúde. Ninguém mais quer ver aquelas mulheres retas, pálidas, de olheiras e que andam durinhas num desfile. Nós chamamos as manequins mais antigas de “titias”. As titias não gostam, mas estão aparecendo várias Xuxas e Luízas Brunet por aí, querendo profissionalizar-se.
VEJA - De acordo com esse padrão, dê o exemplo de uma mulher brasileira bonita.
XUXA - Quem vê uma mulher antes e depois de passar por um cabeleireiro e por uma boa loja de roupas sabe que a beleza está mais na produção do que em outra coisa. Mulher bonita, para mim, é a Marília Pêra, uma profissional que pode ficar linda, feia, velha, menina, fazendo com que a gente sempre acredite nos personagens que ela cria. Também gosto de Vera Fischer, uma mulher mais que bonita. Pensavam que ela ia ser boneca a vida inteira, mas ela mostrou que tinha outros planos. É uma mulher bonita que pensa e diz o que pensa.
VEJA - O que você acha do feminismo?
XUXA - Não gosto do rótulo. Por baixo dele é possível encontrar todo tipo de coisa. Acho que as mulheres da geração passada, da geração de minha mãe, que tem 43 anos, facilitaram muito as coisas para nós. Elas lutaram para sair de casa e trabalhar, por exemplo, e precisaram fazer muita água rolar para isso. Minha geração já pegou a maré mole. Não chamo as mulheres da geração anterior de feministas, mas elas arregaçaram as mangas. Agora, sou contra fanatismo. Tive a oportunidade de conversar com uma dessas feministas da vida num programa de televisão e ela me agrediu porque sou modelo. Ela falava de operárias no programa e disse que eu estava dando mal exemplo às operárias, porque apareço toda arrumada em fotos. Achava que as operárias iam fazer comparações com elas mesmas, que iam ter a ilusão de parecer com a mulher da foto. Não sei o que responder a esse tipo de pessoa. O mundo em que a gente vive muda a cada dia. Existe uma profissão de modelo. Acho que aquela mulher estava pensando nos problemas das operárias antes de resolver seus próprios problemas. Não existe nada de errado numa mulher que se veste bem e seja bonita.
VEJA - E por política você se interessa?
XUXA - Vou pelo instinto. Votei no Leonel Brizola para o governo do Estado do Rio e teria votado no Moreira Franco, se não houvesse o Brizola. Escolho pela pessoa.
VEJA - O que você acha dá pessoa do presidente João Figueiredo?
XUXA - Sobre o que ele diz, não sei, não quero falar. Mas é difícil uma pessoa má gostar de animais. Ele gosta. Acho que tem um sentimento especial.
VEJA - Você foi criada no subúrbio do Rio de Janeiro e, de um momento para o outro, tornou-se a Xuxa que o Brasil inteiro conhece. Essa mudança mexeu muito com você?
XUXA - Foi tão rápido que nem deu para sentir. Minha vida está sendo feita de cliques, de momentos no trabalho. Eu tenho vivido esses momentos, sem pensar no que aconteceu antes e no que vem pela frente. Tenho curtido muito.
VEJA - Você já fez muitas fotos nua. Foi difícil tirar a roupa?
XUXA - Eu queria posar nua antes dos 18 anos, mas esperei chegar a essa idade. Então, fiz várias fotos e achei ótimo. Uma modelo que diz “nunca vou tirar uma foto nua” não é uma modelo. Minha profissão é me expressar com o corpo. Quando a gente está sem roupa diante do fotógrafo, não tem lugar para pôr a mão, não pode rir porque fica sem graça e não pode ficar séria porque fica sem sal. Quando a modelo consegue expressar alguma coisa nua, fazer um momento bonito, ela se realiza. Mas nunca fiz fotos muito ousadas.
VEJA - Muitas pessoas censuram uma modelo que posa nua. Isso já aconteceu com você?
XUXA - Muitas vezes. Tem gente que diz: "Aquela ali mostra o nananã dela, que feio". É duro. O que estou tentando é mostrar um momento meu e fazer uma foto bonita.
VEJA - Como reage sua família lá no bairro do Grajaú?
XUXA - Com a maior naturalidade. Quando eu era criança, brincava com os amigos dos meus dois irmãos e ninguém ligava para a diferença de sexo. Jogávamos futebol, subíamos em muro, roubávamos frutas nos quintais vizinhos e, na praia, eu tirava a blusa do mesmo jeito que os meninos. Isso até os 13, 14, 15 anos. Eu era um moleque. Até hoje, vou com minha família para uma praia deserta, perto da Praia de Coroa Grande, no caminho de Angra, e lá tomo banho de sol nua, enquanto meu pai e minha mãe jogam baralho na areia.
VEJA - Você, então, inaugurou o topless no Brasil.
XUXA - Quando apareceu o topless, eu já estava tirando a parte de baixo do biquíni.
VEJA - E com o Pelé, como andam as coisas?
XUXA - Meu relacionamento com o Pelé é ótimo e incomoda muita gente. Muita gente pensa, não sei como falar, que o que atrai a Xuxa é o fato de Pelé ter dinheiro e ter nome. Pensam que quero tirar algum proveito. Não adianta a fofoca. Se não existisse amor, nosso relacionamento não teria chegado tão longe. Depois que conheci o Pelé, ficamos um ano como amigos, quando já diziam que éramos namorados. A amizade existe até hoje e também não tem cor, apesar de muita gente querer chamar de amizade colorida. E um ótimo relacionamento, só isso.
VEJA - O fato de ele viver fora do Brasil prejudica? Não vem casamento por aí?
XUXA - Não vem casamento. Eu gostaria de ficar mais com ele, mas no momento isso é impossível. Telefono todos os dias para ele. Só hoje, telefonei três vezes.
VEJA - Pelé tem 43 anos e você 20. Como funciona essa diferença?
XUXA - Ganho experiência com ele e ele ganha experiência comigo. Pe lé é tipo um livro para mim. Com ele aprendo coisas básicas. Ele também tem uma imagem pública, como toda modelo tem, e me passa o que aprendeu sobre isso.
VEJA - Que tipo de coisas ele ensina?
XUXA - A questão de fazer fotos nua, por exemplo. Perguntei a ele o que achava. Ele me perguntou: “Você gosta de fazer fotos nua?”. Gosto. “Sente-se bem depois”. Me sinto. “Está preparada para o que as pessoas vão falar?”. Eu respondi que estava. Então, Pelé me aconselhou a fazer fotos nua. Mas não é só por isso que gosto dele. Pelé é maravilhoso. Ele me faz ficar agitada, me acalma, me faz rir.
VEJA - Pelé é engraçado?
XUXA - Muito. Todo mundo tem um pouco de criança, mas não mostra. Comigo, ele começou a mostrar esse lado e acho que ele se sente melhor assim, todo mundo se sente. Quando estamos no apartamento de São Paulo, por exemplo, ponho música e brincamos de desfilar. Às vezes, ele põe roupa de mulher, eu ponho roupa de homem e a gente brinca muito. É engraçado: ele nunca esperava, mas depois foi convidado para desfilar com as roupas do Pierre Balmain e já estava preparado.
VEJA - Como você conheceu Pelé?
XUXA - Foi em 1980. O divórcio dele tinha saído e fui fazer, para a revista Manchete, uma foto com ele, eu e, outras três modelos. Uma delas era a Luíza Brunet. A foto sairia com o título: “Minha Liberdade Vale Ouro”. Depois de fotografar, Pelé nos convidou para jantar, mas eu expliquei que tinha só 17 anos, era filha de milico e só saía com meus irmãos. Noutro dia, ele ligou lá para casa e disse que era Pelé. “E aqui é a rainha Elizabeth”, respondeu meu pai. Acabamos saindo para um show de Elis Regina no Canecão e, em seguida, fomos à boate Regine's. Mas só muito tempo depois aconteceu, de brincadeira, e ficou até hoje.
VEJA - Você só namora Pelé ou tem outros namorados?
XUXA - Eu só gosto do Pelé. Quando a gente gosta de uma pessoa, não tem por que ficar procurando outra coisa. Eu já achei essa minha coisa.
VEJA - A Xuxa que sai nas fotos das revistas está sempre sorrindo, tem o rosto corado, os olhos brilhantes e uma energia vital enorme. A seu lado, as outras modelos ficam um pouco, apagadas. Qual é o segredo?
XUXA - Acho que pode ser felicidade. Não é difícil me fazer rir. Chamo a atenção nas fotos porque as pessoas estão acostumadas a ver modelos tristes. Eu sou muito alegre. Vivo muito bem, me dou bem com minha família, meus pais se dão bem. Pode ser caretice, mas acho que é por isso.
VEJA - Você se acha bonita?
XUXA - Mais ou menos. Acho minha cara muito bochechuda. Com maquiagem fico um pouco melhor, mas sou bochechuda. O que eu sou mesmo é fotogênica.
VEJA - Em sua opinião, a mulher brasileira é elegante?
XUXA - Comparada com uma francesa, não. Mas a brasileira é muito criativa. Com uma camiseta, um jeans, uma sandália e um cinto bem transado, ela fica vistosa. Existe um jeitinho brasileiro em moda também.
VEJA - Os homens não te incomodam muito na rua? Você não é abordada a todo momento?
XUXA - Toda cantada é livre. Tudo bem, não interessa, até logo. Isso não incomoda. Agora, existem cantadas agressivas. Já me cumprimentaram com dinheiro dobrado na mão, já me chamaram para trabalhar para dizer depois que era outro tipo de trabalho, e um cara passou a mão em mim quando eu desfilava numa passarela, em João Pessoa. Voltei, fechei a mão e bati com força na cabeça dele. Quase rolou no chão. É preciso ter uma cabeça muito boa para agüentar essas coisas.
VEJA - Em quantas capas de revista você já apareceu até hoje?
XUXA - Contei dos 16 aos 17 anos. Nesse período, apareci em 57 capas. Depois não contei mais. No mês passado, eu estava em três: na Vital, na Ele e Ela e na Fatos e Fotos. Há meses em que saio em seis capas.
VEJA - Todo mundo reconhece a Xuxa que anda pelas ruas com as roupas do seu próprio guarda-roupa?
XUXA - Reconhecem, pedem autógrafos, cumprimentam. As vezes, vou fazer compras no supermercado com uma peruca castanha, óculos e chapéu. Mesmo assim, me reconhecem. Uma vez, eu estava fotografando numa esquina do Rio e um sujeito gritou da janela de um apartamento, atrás de mim: “Olha a Xuxa”. Eu pensei: meu Deus, estão me reconhecendo até por trás.
VEJA - Como foi o começo de sua carreira nas passarelas?
XUXA - Foi bravíssimo. As titias me olhavam de lado, diziam que eu rebolava demais. No começo, eu tinha medo delas, quase chorava quando não deixavam sapatos para mim nos bastidores. Mas como já tinha me firmado como modelo fotográfico, pude romper o bloqueio.
VEJA - Por que toda essa agressividade, porque você desfilava diferente delas?
XUXA - É um outro estilo. Eu sempre fiz ginástica. Fui baliza no colégio, fiz balé clássico, jazz, depois ginástica de solo na Universidade do Estado do Rio. Quando desfilo pelo interior do Brasil - e isso acontece muito - eu danço na passarela, faço um pouco de solo, brinco muito.
VEJA - De onde veio seu apelido?
XUXA - Quando eu nasci, meu irmão, com dois anos e meio na época, me viu pela primeira vez e disse: “Xuxa”. Não significa nada, mas gosto muito. Quando me chamam de Maria da Graça nem sei que estão falando comigo.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Revista dos Annales - Link para todos os números
Encontrei a página da Editions Armand Colin, com todos os números da Revista dos Annales digitalizados (desde 1929). É só clicar e buscar a edição que lhe convier:
http://www.armand-colin.com/revues_num_info.php?idr=27&idnum=360706
Aproveitem!
segunda-feira, 28 de junho de 2010
sábado, 29 de maio de 2010
quinta-feira, 6 de maio de 2010
Grupo de Pesquisa em Educação e História - NUPEH
http://groups.google.com.br/group/nupeh
ou email para
nupeh@googlegroups.com
Estamos aguardando o seu contato!
domingo, 2 de maio de 2010
Curso de Extensão - Os Clássicos da Historiografia Brasileira na Sala de Aula
O link para baixar os três textos da primeira sessão é:
http://www.4shared.com/dir/11475379/c01fe5b5/sharing.html
Pasta "Clássicos da Historiografia Brasileira".
Boas leituras e até sábado!
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Textos e roteiro de trabalho para História da Educação III
Textos e roteiro de trabalho para História da Educação I
sábado, 24 de abril de 2010
Blog da Cleycianne
Se vocês gostam de boas dicas, assuntos quentes, opiniões austeras e inteligentes, visitem o Blog da Cleycianne. Ouvi falar desse blog por alguns amigos; agora, sou seguidor ungido! Cliquem no link abaixo:
http://www.cleycianne.com/
terça-feira, 30 de março de 2010
Piolhos inclusivos
sábado, 27 de março de 2010
segunda-feira, 15 de março de 2010
Como fazer ciência, segundo Feyeraband
sábado, 13 de março de 2010
Bom pra baixar: Meat Puppets
http://eddygrungy.blogspot.com/2009/10/meat-puppets.html
Show de bola!
quinta-feira, 11 de março de 2010
Dia Nacional do Historiador
quarta-feira, 10 de março de 2010
Entrevista da semana: Humberto

Formado em artes cênicas pela Unicamp, com doutorado em ciência dos quadrinhos e pós-doutorado em filosofia pela Sorbonne, ele é um dos maiores intelectuais do mundo das histórias em quadrinhos.
Trabalhando há 25 anos como integrante da Turma da Mônica, hoje dá palestras para empresários do mundo inteiro. Apesar da agenda sempre lotada concedeu algumas horas de seu precioso tempo para esta entrevista com o nosso blog.
Em sua casa relativamente humilde no bairro do Bexiga, em São Paulo, cercado por uma uma biblioteca com milhares de livros que versam sobre os mais diferentes assuntos - desde revistas eróticas até física quântica avançada, passando por ciências ocultas e clássicos da literatura, esta grande figura mostrou muita simpatia e simplicidade ao receber nossa equipe.
Senhores leitores nosso blog tem o prazer de mostrar a seguir esta exclusivíssima entrevista com Humberto:
Repórter: Humberto, mesmo com toda a sua experiência e bagagem, você nunca foi escalado para um papel principal. Você se sente injustiçado por isso?
Humberto: hum-hum!
R: Você acha que os deficientes são discriminados na indústria do desenho e quadrinhos?
H: hum-hum!
R: Pensando bem, não me lembro de ter visto outro deficiente nos quadrinhos. Isto quer dizer que os quadrinistas nem sequer empregam desenhos deficientes?
H: hum-hum!
R: Mas não há uma lei estipulando uma cota no mercado de trabalho?
H: hum-hum!
R: E os desenhistas não respeitam?
H: hum-hum!
R: E como os desenhos deficientes ganham a vida? Vivem de esmolas?
H: hum-hum!
R: Mudando de assunto, dizem por aí que você é o verdadeiro Don Juan da Turma da Mônica. Isso é verdade?
H: hum-hum! (dando uma risada tímida)
R: Quer dizer que você já saiu com a Mônica e a Magali?
H: hum-hum!(de rosto corado)
R: A Tina também?
H: hum-hum!
R: Rolou sexo?
H: hum-hum!
R: Com as três?
H: hum-hum!
R: Na última festa do Oscar você foi visto ao lado da Minnie. Vocês tiveram um affair?
H: hum-hum!
R: E ainda rola alguma coisa entre vocês?
H: hum-hum!
R: Quer dizer então que o Mickey é corno?
H: hum-hum!(risos)
R: Você atribui este frissom das mulheres ao charme do homem-desenho brasileiro?
H: hum-hum!
R: Falando da Turma da Mônica: E quanto a este boato de que existe um caso homossexual entre o Cebolinha e o Cascão, isso tem algum fundamento?
H: hum-hum!
R: Não acredito! Então é verdade que eles foram ver Brouckback Mountain juntos?
H: hum-hum!
R: E que eles estão na fila aguardando a legalização do casamento homossexual?
H: hum-hum!
R: Você acredita que eles não assumem sua condição porque também há preconceito contra os homossexuais na sociedade dos quadrinhos?
H: hum-hum!(sério)
R: Estou vendo estes postêres do Planet Hemp na sua parede. Você é a favor da legalização da maconha?
H: hum-hum!
R: De outras drogas também?
H: hum-hum!
R: Então você é daqueles que acha que as pessoas devem ter liberdade para escolher o que querem fazer, contanto que não estejam prejudicando ninguém com isso?
H: hum-hum!
R: Você acha que por conta da legalização a violência vai diminuir com o fim do tráfico de drogas?
H: hum-hum!
R: E você já fumou maconha?
H: hum-hum!
R: Outros personagens da Turma da Mônica usam drogas?
H: hum-hum!
R: Dizem que o pessoal da Turma passou por uns problemas barra pesada. A Magali ainda está fazendo tratamento por causa da dependência química de melancia?
H: hum-hum!
R: E a Mônica, já se recuperou das duas pontes de safena que operou?
H: hum-hum!
R: Dizem que ela é muito estressada... Mesmo depois da operação ela continua fumando três maços de cigarro por dia?
H: hum-hum! (balançando a cabeça em sinal de reprovação...)
R: Mudando de assunto, você está mesmo formulando uma nova teoria sobre a estrutura do Universo?
H: hum-hum!
R: Esta teoria tem a ver com a junção da mecânica quântica com a relatividade geral de Einstein?
H: hum-hum!
R: E você vai publicar um livro junto com o Stephen Hawking - um dos maiores físicos da atualidade - sobre o assunto?
H: hum-hum!
R: E quanto aos planos para o futuro? É verdade que você pretende sair em uma turnê com o Bono Vox e a Angelina Jolie em prol do combate à fome das crianças da África?
H: hum-hum!
R: Você compôs uma música com o Bono para esta turnê?
H: hum-hum!
R: Dá uma palhinha então pro nosso blog!
H (pegando seu violão): hum-hum/ hum-hum/ hum-hum/ hum-hum
R: Muito bom! (toda equipe do blog aplaude de pé!)
R: Quer deixar um recado pros fãs?
H: hum-hum!
R: Então manda aí!
H: hum-hum!
R: Grande abraço, obrigado pela entrevista!
H: hum-hum!
http://talees.blogspot.com/2006/04/entrevista-da-semana-humberto-formado.html#links
sábado, 6 de março de 2010
A filosofia libertária de Paul Feyerabend
http://www.apriori.com.br/cgi/for/como-defender-a-sociedade-diante-da-ciencia-feyerabend-t9749.html
segunda-feira, 1 de março de 2010
Novos textos
sábado, 27 de fevereiro de 2010
Uma levíssima consideração sobre a liberdade de pensamento acadêmico
Lembro-me quando preparava meu projeto de dissertação de mestrado. Minha orientadora, meus colegas e meus professores colocavam em dúvida os fundamentos de minha pesquisa: o corpus documental, a metodologia e a abordagem teórica que eu propunha desenvolver para dar conta de meu objeto de pesquisa.
O volume de documentos por mim levantado era realmente impressionante, se considerados os limites de uma dissertação. O maior volume de documentos escritos pertencia a Coleção Carlos Sampaio - prefeito do Rio de Janeiro de 1919 a 1922 - tesouro esquecido que descobri casualmente quando fazia uma pesquisa no Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, no bairro da Glória. Tratava-se de toda a sua correspondência pessoal, trazendo informações complementares àquelas tecnicamente relatadas em documentos oficiais.
A segunda parte do corpus era iconográfica: plantas e mapas históricos da cidade do Rio, contando a história da sua evolução espacial; e fotografias, muitas fotografias, sobretudo do Álbum de fotografias do Morro do Castelo, então foco principal de minha pesquisa, de autoria do fotógrafo oficial da Prefeitura, Augusto Malta. Um dado interessante sobre este álbum é o acesso a ele: recolhido à seção de iconografia da Biblioteca Nacional, vivia trancado num cofre, inacessível ao leitor comum, e sua manipulação resultava num enredo kafkeano.
O terceiro subconjunto da documentação era literatura, especialmente as crônicas de João do Rio. Figura ímpar no cenário intelectual carioca, colocava em prática aqui nos trópicos, uns cinquenta anos depois de Boudelaire, o estilo dândi de viver a vida. Jornalista e proto-antropólogo urbano, buscou conhecer com profundidade a alma do Rio de Janeiro de sua época, narrando, não sem ironia, as suas aventuras nas ruas do centro, nos arrabaldes e subúrbios da cidade. Ao lado de João do Rio, buscava na obra do mestre Machado de Assis, inquestionável carioca, suas descrições de personagens e lugares, assim como inspiração de estilo para escrever.
Por consequência, a metodologia para analisar tal universo documental só podia ser complexa, diferenciada mesmo em sua estruturação. Para muitos, fui pretensioso; para outros, poucos, o veredito foi o de que me perderia nas teias que eu próprio construía a partir das relações inferidas de fontes com naturezas tão diferentes.
As críticas foram duras, muitas vezes injustas, algumas vezes pertinentes. O fato é que o contexto no qual me inseri como pesquisador (Universidade Federal Fluminense) era bastante conservador, pelo menos no que se refere à metodologia que utilizei. Para os marxistas de plantão, que buscavam encontrar verdades políticas na ciência no passado, eu não passava de um equivocado, que colocava a perder todo o meu trabalho buscando em fontes secundárias (a tal literatura, principalmente) conclusões insustentáveis. Parecia que o velho Machadão e as crônicas (nem gênero literário é, a bem dizer...) nada podiam acrescentar a uma pesquisa histórica que se pretendia séria. A iconografia era tolerada, já que, no início dos anos noventa, historiadores marxistas brasileiros, como o próprio Ciro Cardoso, já aceitavam as imagens como fontes relevantes para a pesquisa histórica.
Para os adeptos da Nova História, então em moda e em conflito com a ciência marxista, minhas hipóteses e minha abordagem teórica eram totalmente incompatíveis com os resultados possíveis de se extrair do meu corpus documental. Como estudar o campo político, como sugere Pierre Bourdieu, numa pesquisa histórica cujo objeto era as reformas urbanas no Rio de Janeiro do início do século passado? Como considerar relevante a questão teórica do espaço, como colocada pela Geografia, num trabalho de historiador? E como a semiótica peirciana se conectava com todo o resto? Trata-se de uma salada teórica; no jargão acadêmico e filosófico, cometi o pecado do relativismo.
Não pretendo, por ora, descrever todo o processo de trabalho de minha pesquisa, especialmente com as fontes. A principal ‘lição’ que recebi, todavia, é que o pecado do relativismo torna-se uma marca indelével na face do pesquisador que busca algo mais (ou menos...) que a ciência. De que lado ficar: da verdade ou da suposição dela? Da realidade ou das ideias? Do pragmatismo ou do cientificismo? Acho que não conseguiram me classificar; e, então, fui colocado num limbo, uma espécie de purgatório acadêmico, no qual até hoje devo expiar meus pecados!
A cisão realismo/objetivismo perdura no seio do pensamento ocidental ora dormente como um vulcão, ora sedento de vida como um adolescente. Alguns pensadores ainda tentam resolver tal dicotomia, especialmente a partir da filosofia - verdadeira origem desta batalha interminável. Autores como Richard Rorty, Willard Quine ou Paul Feyerabend podem nos auxiliar nesta reflexão, recolocando pragmatismo e idealismo em situação de igualdade. Na verdade, o que devemos ter como norte acadêmico (e pessoal, por que não?) é a liberdade de escolha, negando os dogmatismos reducionistas; repudiando as doutrinas engessantes; recusando-se a comungar com o resíduo autoritário e conservador que ainda rege a vida profissional (e pessoal, por que não?) de uma pequena constelação de iluminados de nossas academias.
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Quem sou eu
- Rodolfo Maia
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